Façamos contas: 100. 000 euros de empréstimo à habitação, a 25 anos de pagamento, tendo já passado dez. Uma média de 500 euros mensais de prestação da casa; uma média, nos primeiros sete anos, de 350 euros de pagamento de juros ( a ser meiga…); uma média de 150 euros de juros ( a ser muito meiga…) nos restantes três anos que perfazem a década. Quanto foi cobrado? 60.000 euros. Quanto foi efectivamente pago para a dívida? 25.200 euros. Quanto falta para a totalidade da dívida...? 74. 800 euros. Quanto cobrou o banco para si? 34. 800 euros. Eu repito: apesar da família ter pago ao banco 60.000 euros ( faltando pois 40.000 para perfazer os 100.000), devido à ganância na taxa de juro, na verdade, a família só liquidou 25.200 euros.
Esta família trabalhou, suou, sangrou, cumpriu e entregou 60.000 euros. Então como é? Perdoar a dívida o raio que os parta. Repor a verdade, meus amigos. Repor a verdade. As famílias não devem rigorosamente nada. As famílias não têm de ser perdoadas de rigorosamente nada. Quem deve são os bancos. Quem deve é o Estado. Quem deve é o sistema financeiro, quem deve é o sistema político ( que acoberta e ganha dividendos com as manobras do sistema financeiro). Quem tem de ser perdoado é o sistema financeiro, quem tem de ser perdoado é o sistema político, e ambas as suas ganâncias – mas não aconselho: não é hora de perdoar aos carrascos.
O não termos, ainda, força para destronar um sistema podre e ilícito, não significa que sejamos estúpidos, meus amigos. Não, não somos estúpidos. Sabemos perfeitamente quem deve a quem e quem tem de ser perdoado por quem. Repito: Banca e Estado devem aos cidadãos, devem respeito, devem representatividade, devem honestidade, devem legitimidade, devem humanidade. Banca e Estado têm de ser perdoados pela sua dívida de longa data, a que se juntam juros de mora de longa data, execuções fiscais e penhoras do erário público ainda em cima da mesa, e uma grande hipoteca de humanidade: mas não é hora de perdoar aos carrascos.”
Esta família trabalhou, suou, sangrou, cumpriu e entregou 60.000 euros. Então como é? Perdoar a dívida o raio que os parta. Repor a verdade, meus amigos. Repor a verdade. As famílias não devem rigorosamente nada. As famílias não têm de ser perdoadas de rigorosamente nada. Quem deve são os bancos. Quem deve é o Estado. Quem deve é o sistema financeiro, quem deve é o sistema político ( que acoberta e ganha dividendos com as manobras do sistema financeiro). Quem tem de ser perdoado é o sistema financeiro, quem tem de ser perdoado é o sistema político, e ambas as suas ganâncias – mas não aconselho: não é hora de perdoar aos carrascos.
O não termos, ainda, força para destronar um sistema podre e ilícito, não significa que sejamos estúpidos, meus amigos. Não, não somos estúpidos. Sabemos perfeitamente quem deve a quem e quem tem de ser perdoado por quem. Repito: Banca e Estado devem aos cidadãos, devem respeito, devem representatividade, devem honestidade, devem legitimidade, devem humanidade. Banca e Estado têm de ser perdoados pela sua dívida de longa data, a que se juntam juros de mora de longa data, execuções fiscais e penhoras do erário público ainda em cima da mesa, e uma grande hipoteca de humanidade: mas não é hora de perdoar aos carrascos.”

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