Há
que tentar para que o remorso não nos abafe a alma. Pelo menos saberemos que
aquele trilho já percorremos e que as vergastadas nas pernas e braços valeram
as arritmias. Debalde deixamos de o temer e de o considerar. Sem fôlego, o
olhar sorri à escuridão daquele outro carreiro, mais atrás ou mais adiante –
este amanheceu de repente, enterneceu a curiosidade, quebraram-se temor e
encanto.
Mais
um palmo de mundo no mapa da minha busca. A sensação é a mesma de sempre: saciedade
e insatisfação: só isto?
Todos
caímos – alguns tropeçam, outros são pregados na cruz com rasteiras. Todos
caímos – uns aldrabam a queda, camuflam
as feridas, e fingem uma erecção permanente; outros sorriem o elevar de rosto –
é isso que as quedas fazem, quebram-nos
nas pernas mas erguem-nos no olhar ( chamo-lhes despertar, ter um vislumbre de
céu); outros choram o que caiu e, enquanto se afundam naquele bolor, verdete de ser que parece não conseguir se
libertar do acto de escorregar, esquecem que já estão no chão, e que se estão
na lama mais vale besuntarem-se nela, esfregarem-na na cara de todos, e só aí
romperem as lágrimas para que lavem a subida na sujidade impregnada no coração
dos hipócritas.
Há
uma pele luzidia em ti a soerguer-te essa demanda.
E,
lembra-te, todos caímos.
Sem comentários:
Enviar um comentário